Falando de Educação…

Introdução

Até os dias atuais uma visão negativa do povo brasileiro persiste em nosso imaginário. Esta visão desqualifica grande massa da população nacional e a joga em uma condição de inferior como cidadão. Mas que visão é essa? É a de que o povo brasileiro, por ser pouco instruído e educado, não sabe votar. Este discurso impele grande parte da população do nosso país a uma condição de cidadão de segunda classe. Mas quando foi arquitetado este discurso, e em que momento histórico ele ganhou força suficiente para nos assombrar nos dias atuais?
Vejamos. A pergunta anterior não possui uma resposta, em se tradando de data, exata. O certo é que aos poucos, após o advento da Republica Brasileira, esta idéia desqualificadora do povo da nossa nação se sedimenta. Na década de 1940, boa parte da população nacional já era vista com não dotada de consciência política. A descrença no povo brasileiro era muito difundida. Não demorou para a elite brasileira defender que o povo tinha a necessidade de ser tutelado por um grupo que detivesse a consciência, protegendo esta massa deles mesmos. Com isso a participação política de um contingente enorme da população diminui. Os discursos deste grupo minoritário eram mais facilmente legitimados, por que possuíam o poder e eram considerados autoridades (intelectuais, políticas, financeiras, educacionais e sociais). Logo, suas palavras possuíam mais força para modificar nossa realidade. Para as elites, o povo ainda não possuía educação para a cidadania responsável, pois ele é um corpo despreparado. Na verdade, a intenção dos grupos que detinham o poder era manter o controle social e o status quo.

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